Etiópia, nova vaga Epidémica Marbug
O Ministério de Saúde da Etiópia confirmou, no final da última semana, que o país está a viver um surto activo da doença de Marburg, causada por um vírus semelhante ao que provoca o Ébola.
É a primeira vez que a Etiópia tem casos confirmados dessa febre hemorrágica, que já havia sido registada noutros países da vizinhança.
Segundo informações da Organização Mundial de Saúde, muitos pacientes desenvolvem manifestações hemorrágicas graves entre 5 e 7 dias, e os casos fatais geralmente apresentam algum tipo de sangramento, geralmente de várias áreas.
A doença é ocasionada pelo contágio com o próprio vírus Marburg (MARV) ou com um relacionado a este, conhecido como Ravn (ou RAVV).
A infecção acontece pelo contacto com secreções de animais ou pessoas já doentes, e também pode ocorrer pelo contacto indirecto, através de superfícies contaminadas. Causa, então, sintomas como febre, fadiga, mal estar generalizado e dores musculares e de cabeça.
Com alta chance de se manifestar como uma febre hemorrágica, o grande risco da doença de Marburg é a desidratação, que pode levar à morte pela perda de sangue e fluidos. Como só costuma ser testada em casos graves de regiões endémicas, a doença também tem uma alta letalidade: até 88% dos infectados conhecidos acabam evoluindo a óbito, dependendo da cepa.
Doença não tem vacina nem remédio específico
Não existe um tratamento específico para o quadro. O objectivo é aliviar os sintomas de modo a melhorar o prognóstico dos pacientes. Isso passa por combater a desidratação severa, o que pode exigir reposição electrolítica por via intravenosa e transfusões de sangue.
Até o momento, todos os casos endémicos da doença de Marburg já registados ocorreram no continente africano. Segundo a OMS, surtos e casos esporádicos já foram observados em países como África do Sul, Angola, Gana, Guiné Equatorial, República Democrática do Congo, Quênia, Ruanda, Tanzânia e Uganda.
Fonte: revista VEJA

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