Black friday, promoções falsas, como as marcas nos enganam e incentivam ao consumismo
Black Friday (em tradução literal do inglês sexta-feira negra) é o dia que inaugura a temporada de compras para o período natalino com significativas promoções em muitas lojas retalhistas (varejistas) e grandes armazéns (atacado). Ocorre sempre um dia depois da festividade de Ação de Graças nos Estados Unidos, ou seja, celebra-se na última sexta feira de novembro. Esta festividade começou nos Estados Unidos e com a ajuda das novas tecnologias e a promoção deste dia por parte das diversas empresas vem-se estendendo pelo resto dos países do mundo.
Etimologia:
Há vestígios de que a denominação surgiu no início da década de 1960 na cidade de Filadélfia,[4] quando a polícia local chamava de Black Friday o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças. Havia sempre muitas pessoas e congestionamentos enormes, já que a data abria o período de compras para o Natal. O termo já foi associado com a crise financeira que atingiu os Estados Unidos em 1869. Também passou a ser usado em 1966 por milhares de pessoas em torno do mundo, mas só se tornou popular em 1975, quando o uso do termo passou a ser conhecido por meio de artigos publicados em jornais que abordavam a loucura da cidade durante o evento.
As grandes empresas fazem promoções falsas, por exemplo um pequeno smartphone custaria 200 euros, na "Black Friday" eles colocam um preço falso "290 euros" rasurado com uma cruz e depois o preço promocional "200 €" para dar a falsa sensação de haver um desconto.
Um estudo do Ministério do Consumo concluiu que 70% das vendas anunciadas nas lojas online durante a Black Friday 2023 eram falsas ou enganosas. Além disso, recentemente, os tribunais aprovaram as sanções impostas a sete empresas que aumentaram os preços nos dias anteriores e depois os reduziram com descontos para o valor original. Atualmente, outras estão a ser investigadas pela mesma prática em 2024.
O NATAL é também uma época cada vez menos "espiritual" e mais consumista.
Os gastos globais com publicidade digital atingem 650 mil milhões de dólares este ano, segundo a consultora "Precedence Research", e espera-se que continuem a aumentar.
Em Portugal, a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) vai impor regras mais apertadas contra falsas promoções.
A ASAE impõe regras mais rigorosas para combater promoções falsas, proibindo que o preço de um produto em saldo seja superior ao que foi praticado nos 90 dias anteriores à promoção. Adicionalmente, produtos novos, adquiridos apenas para fins de saldos, não podem ser vendidos com desconto; são considerados saldos o desconto de produtos já existentes na loja há pelo menos 90 dias. As regras incluem também a comunicação obrigatória de saldos e liquidações à ASAE através da plataforma "ePortugal" com pelo menos 5 dias de antecedência.

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