A Airbus mandou recolher seis mil aviões "A320" para reparação de software, os danos foram causados pelas explosões solares. Link Aqui
Como as radiações solares afectam o sistema de navegação dos aviões?
As partículas solares — sobretudo protões de alta energia e iões pesados emitidos durante tempestades solares — conseguem danificar sistemas electrónicos e cablagens de várias maneiras. No caso de aviões, satélites e outros sistemas expostos a altitudes mais elevadas, o risco é maior porque a atmosfera já não consegue bloquear tanta radiação, um avião voa a cerca de 11 km de altitude.
Efeitos da radiação solar:
Ionização dos materiais isolantes
Os protões e iões de alta energia atravessam o isolamento dos cabos (teflon, poliamida, etc.) e deixam um “rasto” de carga eléctrica.
Com o tempo, esta carga acumulada pode:
degradar a estrutura química do isolante, tornando-o mais frágil, quebradiço ou poroso;
criar microfissuras;
alterar as propriedades dieléctricas, facilitando descargas internas.
Isto chama-se degradação por radiação ionizante.
Efeitos de carga e descargas electrostáticas internas
A radiação pode provocar ESD internas (electrostatic discharge) nos materiais isolantes.
Quando a carga acumulada atinge um certo ponto, dá-se uma pequena faísca dentro do cabo ou entre camadas do isolamento. Estes micro-arcos podem carbonizar pontos do isolante e causar curtos-circuitos intermitentes.
Nos aviões, este tipo de falha é perigoso porque pode afectar sensores, actuadores e computadores de bordo.
E a exposição repetida a UV pode quebrar ligações químicas no isolamento, acelerando a deterioração.
Algumas partículas podem causar "bit flip".
É quando uma partícula energética (protão, neutrão, ião pesado, etc.) atinge um chip e altera um bit na memória ou no processador, mudando-o de: 0 → 1, ou 1 → 0, sem qualquer comando humano ou falha eléctrica. Isto chama-se também "SEU – Single Event Upset".
Os bits num chip são mantidos por minúsculas cargas eléctricas.
Uma partícula cósmica ou solar que atravessa o semicondutor gera uma pequena nuvem de carga eléctrica extra. Se essa carga for suficiente para ultrapassar o limiar do bit, o estado muda:
A memória devia ter “0”, mas passa a “1”; ou vice-versa. É como se alguém desse um toque invisível num interruptor microscópico.
Num sistema de controlo → sensores ou comandos ficam errados; no software → causa erros aleatórios, falhas, crashes ou comportamentos bizarros.
E os danos nos passageiros Humanos? Ninguém menciona esse facto?
Segundo dizem os cientistas, as "doses" de radiação são insuficientes para causar danos sérios no sistema nervoso dos humanos.
Ao contrário de circuitos electrónicos, o ser humano tem tecidos espessos, densos, com células grandes.
Os sinais nervosos não dependem de “um electrão aqui ou ali”, mas de ondas iónicas macroscópicas.
Pequenas ionizações locais não afectam globalmente a função do neurónio.
O sistema nervoso usa gradientes químicos contínuos, não bits binários.
Precisa de perturbações muito fortes para quebrar a comunicação neuronal.
Pequenas ionizações são absorvidas, reparadas ou ignoradas pelo corpo.
Os circuitos electrónicos não têm sistema interno de auto-reparação, o ADN dos humanos e proteínas possuem vários sistemas de reparação biológica.
Os danos apenas podem surgir em pessoas que:
Viajam muitas vezes, muitas horas por ano (em negócios, por exemplo).
A própria tripulação dos aviões.
Silvio Guerrinha

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