Decorrem os esforços de resgate após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo. Serviço Geológico dos EUA estima entre 10 mil e 100 mil mortes.
Equipas especializadas de socorro coordenadas pela ONU estão a caminho da Venezuela para participar nas operações de busca de pessoas desaparecidas, possivelmente soterradas nos escombros, após os dois sismos que atingiram o país, anunciou a presidente interina venezuelana.
“[Os socorristas] já estão a caminho do nosso país para participar nestes esforços”, declarou Delcy Rodríguez numa intervenção transmitida pela televisão.
A presidente interina da Venezuela acrescentou ter falado com vários líderes estrangeiros e com um representante das Nações Unidas (ONU) na Venezuela.
Rubio promete ajuda "grande, rápida e eficaz" dos EUA
O secretário de Estado norte-americano afirmou que os Estado Unidos vão disponibilizar à Venezuela uma "resposta governamental abrangente", depois do país ter sido atingido, na quarta-feira, por dois sismos de magnitude superior a 7 na escala de Richter.
A ajuda dos EUA "será grande, rápida e eficaz", prometeu Marco Rubio, citado pela CNN.
"Já estamos a enviar equipas de busca e salvamento do condado de Fairfax, na Virgínia, e de Los Angeles. Outras equipas serão adicionadas", acrescentou Rubio aos jornalistas durante uma visita ao Bahrain.
Adiantou que a "necessidade mais imediata" das autoridades venezuelanas está relacionada com os "esforços de busca e salvamento".
ONU insta governo da Venezuela a desbloquear acesso às redes sociais e aos meios de comunicação social
A Missão Internacional Independente da ONU para a Venezuela insta o governo venezuelano a desbloquear o acesso às redes sociais e aos meios de comunicação social, considerando que o acesso da população à informação será "uma questão de vida ou morte".
"É vital que a CONATEL, a agência reguladora de telecomunicações do país, desbloqueie totalmente o acesso às redes sociais e a todos os meios de comunicação", lê-se no comunicado da Missão Internacional Independente da ONU para a Venezuela.
"Nas próximas horas e dias, o acesso à informação será uma questão de vida ou de morte. Não há justificação para não o fazer imediatamente", reforça a ONU.
A missão das Nações Unidas solidariza-se "com todos os venezuelanos neste momento difícil". "Para um país que já enfrenta enormes desafios, este é um golpe devastador", lamentou.
"É crucial que um compromisso pleno com os direitos humanos oriente todos os aspetos da resposta nacional e internacional a esta imensa tragédia", apelam as Nações Unidas.


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