O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou este domingo a Rússia de ter utilizado o temido míssil hipersónico “Oreshnik”, uma arma com capacidade nuclear que já está a provocar preocupação crescente entre governos europeus e especialistas militares.
O ataque ocorreu durante uma das maiores vagas de bombardeamentos russos dos últimos meses. Kiev e várias regiões ucranianas foram atingidas por centenas de drones e dezenas de mísseis balísticos durante a madrugada. Segundo as autoridades locais, pelo menos quatro pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas. Mercados, prédios residenciais, escolas e infraestruturas civis ficaram destruídos ou severamente danificados.
Numa mensagem dura publicada no Telegram, Zelensky acusou directamente Vladimir Putin de estar a empurrar o conflito para um novo nível de agressividade. “Eles estão mesmo loucos”, declarou o líder ucraniano, referindo-se ao uso do míssil contra a cidade de Bila Tserkva.
O “Oreshnik” tornou-se um dos símbolos mais ameaçadores do arsenal russo. Trata-se de um míssil hipersónico de alcance intermédio, capaz de transportar ogivas convencionais ou nucleares, e cuja velocidade extrema dificulta drasticamente a intercepção pelos sistemas de defesa aérea ocidentais. Analistas militares consideram-no particularmente perigoso porque consegue manobrar durante o voo e escapar a muitos sistemas antimíssil atuais.
O receio na Europa aumentou depois de vários relatórios indicarem que este tipo de armamento poderá atingir cidades europeias em poucos minutos caso o conflito se expanda além da Ucrânia. A deslocação de sistemas russos para a Bielorrússia intensificou ainda mais os alarmes dentro da NATO, sobretudo nos países do leste europeu.
Esta terá sido já a terceira utilização operacional do “Oreshnik” na guerra, algo que Kiev interpreta como um sinal claro de intimidação estratégica por parte de Moscovo.
Enquanto a Rússia continua a usar armamento cada vez mais sofisticado, cresce também o receio de que a guerra esteja a entrar numa fase mais imprevisível e perigosa para toda a Europa.

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