Hackers voltam a Atacar Sistema Informático de Hipermercados


Hackers voltam a invadir sistemas de refrigeração de hipermercados na Europa, rede "Intermaché" afectada.

Toneladas de comida estragadas, é um novo método sujo e estúpido de hacking.

Além de toneladas de comida se desperdiçar, muitos hipermercados provavelmente tentam recongelar ou reaproveitar embalagens, depois são vendidas ao público, e isso causa intoxicações alimentares!

Eu próprio já vi isso dezenas de vezes, como consumidor, vejo água no chão perto das arcas, embalagens com o cartão "amolecido" e reestruturado, foram recongeladas, etc.

Também já trabalhei dois anos num hipermercado, bem sei o que digo, não irei citar marcas.

Bélgica, Suécia, Irlanda, Luxemburgo, Estónia, Países Baixos e Finlândia estão entre os países onde foram reportados problemas. O caso também foi denunciado em Portugal, em alguns hipermercados da cadeia Intermarché.

Porém, eu vi o mesmo problema num "Pingo Doce", é possível que outras redes de hipermercados tenham sido afectadas.


Link SIC 


Qual a solução?

A realidade nua e crua é que os hipermercados se focam em vender alimentos ao cliente e fazer lucro.

Não se focam 100% na segurança da própria rede informática, não investem milhões nisso, ou em firewalls por exemplo.

A rede da loja está conectada à rede corporativa e a um servidor central, tem sistemas para monitorizar preços, caixas registadoras, sistemas de refrigeração.

As arcas frigoríficas poderiam ficar ligadas a uma rede isolada, da externa, por exemplo.

Medidas eficazes seriam:

Separação física ou lógica das redes.

Sistemas de refrigeração capazes de funcionar localmente mesmo sem Internet.

Controlo manual de emergência.

Backups offline das configurações.

Contas com autenticação multifactor.

Centros nacionais separados em vez de um único ponto de falha europeu.


Poder-se-ia operar uma cadeia de supermercados quase toda por intranet privada, sem exposição direta à Internet. Muitos sistemas industriais críticos, centrais elétricas e infraestruturas militares seguem precisamente essa filosofia.

Grande parte destes riscos poderia ser reduzida através de segmentação forte das redes, sistemas autónomos locais e modos de funcionamento degradado ("offline").

O maior erro é quando uma arca frigorífica, um sistema AVAC ou um controlador industrial fica acessível remotamente através da mesma rede onde circulam emails, navegadores web e computadores de escritório. Aí, um simples e-mail malicioso pode tornar-se a porta de entrada para toda a instalação.


O FUTURO?

Isto não fica por aqui, hacking de supermercados é apenas o início. Não estou a ser alarmista, mas sim realista.

Cada vez mais milhares de famílias possuem electrodomésticos ligados à net por WiFi (frigoríficos, microondas, bimbis, etc). Qualquer hacker pode aceder a isso, inclusive ao alarme anti-intrusão das vossas casas.

Veículos automóveis também têm conexão remota para updates.

Os automóveis modernos podem ter:

Ligação móvel 4G/5G.

Atualizações OTA (Over-The-Air).

Aplicações para telemóvel.

Navegação ligada à Internet.

Sistemas de assistência à condução.


Tanto que já existem empresas antivírus (como a Kaspersky) a fabricar soluções para veículos.

Protegem as comunicações entre módulos electrónicos (ECUs).

Controlam que sistemas podem comunicar entre si. over-the-air.

Impedem acessos não autorizados às funções críticas do veículo.


Com as novas regras da ONU para cibersegurança automóvel (UN R155 e R156), os fabricantes são obrigados a demonstrar que têm processos para gerir ciber-riscos e atualizações seguras dos veículos.

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