Colisão ocorreu na região de Toledo e o primeiro balanço aponta para dezenas de mortos e feridos. Já foram mobilizadas equipas de socorro para o local, incluindo helicópteros.
Pelo menos 30 mortos e dezenas de feridos é o primeiro balanço do acidente que ocorreu em Espanha pouco depois das 9h locais, ao quilómetro 118 da linha entre Madrid e a Andaluzia, junto às localidades de Mora, Orgaz e Urda, na província de Toledo. Estiveram envolvidos um comboio AVE da Renfe (a empresa pública ferroviária), que fazia a ligação entre a capital e Sevilha, e um comboio da operadora Iryo, que circulavam na mesma linha.
O Governo regional de Castela-La Mancha confirmou inicialmente 10 vítimas mortais, através da sua porta-voz, Esther Padilla, de acordo com a agência Europa Press. O número de mortes foi entretanto atualizado para 46, segundo a Cadena Ser, mas ainda sem confirmação oficial. O “El País” fala em 30 mortos, segundo informações divulgadas pelo Governo de Castela-La Mancha e citadas pelo jornal. As autoridades receiam que o número de vítimas mortais possa aumentar.
De acordo com o "El País", o comboio da Renfe tinha abrandado e parado minutos antes do acidente devido a um problema de tráfego na linha. A informação divulgada pelo diário, com base em fontes dos serviços de emergência espanhóis, fala em dois vagões que caíram por um talude na sequência da colisão. Os dois comboios transportavam, no total, 545 passageiros, segundo informações divulgadas pela mesma porta-voz à TVE e citadas pelo jornal “El País”. De acordo com a responsável, o comboio da Renfe transportava 397 passageiros, enquanto o comboio da Iryo levava 147 passageiros e um bebé.
Avaria na sinalização poderá estar na origem do acidente ferroviário em Toledo.
As primeiras informações sobre as causas do acidente apontam para uma possível falha humana associada a uma avaria no sistema de sinalização ferroviária. Segundo o jornal “ABC”, que cita fontes do Ministério dos Transportes espanhol, um técnico estaria a intervir numa avaria do sistema principal de sinalização, que não terá alertado o comboio AVE da Renfe para a presença do Iryo, que se encontrava parado na mesma via.
As primeiras hipóteses divulgadas pela imprensa espanhola indicam ainda que ambos os comboios terão estado imobilizados e que terá sido dada ordem ao AVE para retomar a marcha sem que o maquinista fosse devidamente informado de que o Iryo permanecia parado imediatamente à frente.
O AVE terá então embatido na retaguarda do comboio da Iryo, provocando o descarrilamento de várias carruagens e a queda de algumas delas por um talude.
A confirmar-se esta sequência, o acidente poderá estar relacionado com uma falha nos procedimentos de segurança e comunicação durante uma intervenção no sistema de sinalização. No entanto, as circunstâncias exatas do acidente, o funcionamento dos sistemas automáticos de proteção e as eventuais responsabilidades individuais continuam dependentes da investigação.
As primeiras informações divulgadas pelos meios de comunicação espanhóis davam conta da mobilização de equipas de socorro para o local do acidente. Segundo informações do serviço de emergência citadas pela agência EFE e reproduzidas pela laSexta, estavam no terreno bombeiros, elementos da Proteção Civil e meios de assistência médica, incluindo helicópteros e unidades de cuidados médicos de emergência.
O ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, foi informado do acidente quando participava num evento em Madrid e abandonou o local. A circulação ferroviária de alta velocidade entre Madrid e a Andaluzia foi suspensa, anunciou a Adif, gestora da infraestrutura ferroviária espanhola.
Fonte: Jornal Expresso


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