Quando a Europa entra em estado belicista.
O 1° ministro polaco Tusk posou ontem com homens do exército e disse que a Rússia iria atacar a NATO.
Não é uma foto de treino. Hangar. Rostos cobertos. Armas reais.
O primeiro-ministro no meio das cores branca e vermelha.
Horas antes, colocou a Polónia em contagem decrescente para o Inverno: drones a jacto já a cair a 4 km da fronteira, mísseis "acidentais" a seguir, o Artigo 5 prestes a ser testado.
O resto do mapa movimentou-se no mesmo dia.
A Suíça afirmou que a segurança está a deteriorar-se.
A Alemanha e a Suécia desembarcaram 1.500 soldados em Gotland — a rocha capaz de fechar o Báltico.
A Finlândia elevou a idade da reserva para os 65 anos. Os países bálticos e a Polónia abandonaram o tratado sobre as minas terrestres e estão a erguer uma barreira a leste. A Alemanha está a contabilizar os porões como abrigos. A Suécia enviou pelo correio o manual de guerra.
A Dinamarca incluiu as mulheres no alistamento obrigatório.
A Grã-Bretanha abriu os "Livros de Guerra". Bruxelas instruiu 450 milhões de pessoas para manterem reservas de alimentos para 72 horas. Várias capitais abriram as portas às armas nucleares aliadas nos seus territórios.
Tusk foi a Kiev, pela calada da noite.
Fico sentou-se na mesma sala e disse que estão à procura de um pretexto.
Ninguém leu uma declaração formal. Já vivem como se a declaração fosse apenas papelada.

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