As inundações que atingiram o Nepal e o Tibete na quarta-feira (26 de Agosto) deixaram centenas de mortos e desaparecidos. Imagens registradas durante o desastre mostram as pessoas a fugir segundos antes de uma enorme massa de lama tomar conta de comunidades e destruir pontes, edifícios e outras estruturas.
Inicialmente, os cientistas acreditavam que a causa do evento havia sido um terremoto. Mas depois descobriram que os tremores estavam relacionados a um "colapso glacial" (leia mais a seguir).
O director do Centro de Estudos de Desastres da Universidade Tribhuvan, no Nepal, Basanta Raj Adhikari, disse à BBC News que há risco de uma "segunda e terceira ondas" de inundações nesta quinta-feira (27 de Agosto) ou na sexta-feira (dia 28).
"Nós ainda não sabemos", afirmou, acrescentando que segue discutindo a situação com colegas na China. Segundo Adhikari, não há previsão de chuvas intensas, mas novos deslizamentos de terra podem acontecer. "Estamos a observar, mas não sabíamos que isso aconteceria num determinado dia."
Adhikari afirmou ainda que os pesquisadores vêm monitorando os riscos associados às montanhas do Himalaia. "A mudança climática realmente está a acontecer."
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) inicialmente detectou um sismo, mais tarde avançou que o evento foi uma consequência de um grande deslocamento de gelo e detritos.
Segundo o USGS, o evento sísmico provocado pelo colapso glacial foi equivalente à magnitude 5,2 e aconteceu perto da fronteira entre Nepal e China às 8h37 da manhã, no horário local.
Essa massa de gelo, pedras e detritos atingiu o rio Lhende Khola e teria bloqueado temporariamente o curso da água. Quando o bloqueio se rompeu, uma enorme onda de água, gelo, pedras e lama avançou rio abaixo.
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