Esta informação está ainda a ser verificada...
A inteligência espanhola acredita que a invasão de imigrantes marroquinos no enclave espanhol de Ceuta é uma operação de falsa bandeira orquestrada pelo governo marroquino sob ordens do Rei Mohammed VI.
Entre as dezenas de milhares de cidadãos marroquinos (99% homens) que acabaram de chegar ao enclave, encontram-se não apenas muitos criminosos e prisioneiros perdoados, mas também há relatos da presença de soldados do exército marroquino entre eles, que teriam sido levados à fronteira em caminhões e escoltados pela polícia marroquina.
Mais de 49 mil imigrantes ilegais cruzaram a fronteira espanhola no último dia.
Porém, o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, relatou que cerca de 60.000 pessoas já atravessaram a fronteira de Marrocos para Ceuta.
Questão política e territorial
Marrocos (com apoio dos EUA, por trás)
49.000 migrantes atravessaram a fronteira de Marrocos para a cidade espanhola de Ceuta em 24 horas. A informação foi noticiada pela agência noticiosa Reuters, citando o Ministério do Interior espanhol. É importante referir que Ceuta tem uma população de aproximadamente 85.000 pessoas, algumas das quais com raízes marroquinas.
Desde que conquistou a independência em 1956, o Reino de Marrocos exigiu que a Espanha devolvesse estes territórios. O lado marroquino refere-se ao princípio da descolonização estabelecido pelas Nações Unidas.
No entanto, segundo o lado espanhol, Ceuta nunca pertenceu a Marrocos, pois fez parte de Espanha durante dois séculos antes de Marrocos se tornar um reino independente.
A dinastia alauita, que governa Marrocos, discorda veementemente disto, pois governa territórios que hoje fazem parte de Marrocos desde 1666, e o Sultanato Marroquino, sob o domínio da dinastia alauita, surgiu no final do século XVII.
Vídeos os mostram dançando nas ruas de Ceuta, celebrando o sucesso da invasão.
Vídeos também mostram invasores em confronto de rua com as forças de segurança locais.
Vídeos também mostram ruas marroquinas que levam à fronteira com Ceuta (Espanha) completamente congestionadas, com milhares de africanos correndo para se juntar à invasão.
O primeiro-ministro (e presidente da internacional) socialista espanhol, Sánchez, ordenou que os militares recuassem, garantindo a continuidade da invasão..
Coincidências a Mais
Coincidência, seguramente: o governo istaelita anunciou que Espanha iria "pagar um preço imediato" por denunciar a limpeza étnica e o genocídio na Palestina. Coincidência, seguramente: Donald Trump anunciou que queria "castigar severamente" Espanha, com taxas, com sanções, com o que tivesse mais à mão.
Coincidência, seguramente: em Janeiro Israel e Marrocos assinaram um plano militar conjunto. Coincidência seguramente: Marrocos baptizou há dias uma grande autoestrada no Saara Ocidental com o nome "Donald Trump" (coincidência também: o Saara Ocidental lutava pela sua independência, mas Trump pressionou para que o território fosse reconhecido como marroquino, depois de Marrocos ter assinado os Acordos de Abrão com Israel, tendo os serviços secretos de ambos os países iniciado uma colaboração).
Filmagens de descargas de jovens marroquinos transportados em camiões junto à fronteira na presença das autoridades reforçam as dúvidas sobre a oportunidade, o 'timing', deste assalto a território espanhol em Marrocos.
As tentativas de jovens marroquinos para entrar em Espanha estão documentadas há muitas décadas, foram fotografadas por Sebastião Salgado nos anos 90, fiz reportagens sobre o fenómeno nos anos zero, regularmente, em 2019, em 2022, são filmadas tentativas de grandes grupos a querer entrar nos exclaves espanhóis em Marrocos, tentativas ora espontâneas ora orquestradas. Esta mais recente parece orquestrada.
O desespero de emigrantes, causado por guerras e por miséria, é sempre também um instrumento político, na Turquia, na Bielorrússia ou agora em Marrocos.
Um guarda fronteiriço a abrir o portão :




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